Ciro sugere retirada de BB e Caixa de ‘cartel bancário’



O candidato pelo PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, afirmou nesta segunda-feira, 6, que o Banco Brasil e a Caixa Econômica Federal devem ser tirados do “cartel bancário” para forçá-los a competir no mercado. Para ele, as duas instituições podem forçar uma queda dos juros no país.
“Temos dois bancos públicos e temos que tirá-los do cartel e forçá-los a competir. O BB e a Caixa podem ganhar dinheiro aumentando o seu share e vendendo duplicatas a 0,5%”, disse o pedetista.
Ciro também afirmou que o Brasil precisa pactuar um sacrifício fiscal para os seis primeiros meses de governo e que é necessário mudar o pensamento de que a expansão da economia se deve ao aumento do consumo.
As declarações do presidenciável foram feitas em evento da Coalizão pela Construção, grupo formado por 26 entidades da indústria da construção. O encontro, denominado ”O Futuro do Brasil na Visão dos Presidenciáveis 2018”, é organizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção, acontece em Brasília e tem objetivo de “conhecer as ideias e as propostas dos presidenciáveis para o Brasil e para a recuperação do setor”.
Aos empresários do setor, Ciro Gomes afirmou que a construção civil é a única capaz de gerar emprego no país hoje. “É o único setor que tem capacidade hoje de gerar os empregos necessários porque emprega gente com dificuldade de qualificação, que é um setor que responde imediatamente e representa um ganha-ganha”, disse.
O candidato do PDT declarou, ainda, que a taxa de câmbio também deve ser levada a um patamar de competitividade da economia e não deve ser pensada unicamente para financiar o consumismo oriundo de políticas populistas.
Durante sua fala, Ciro criticou o acordo entre a brasileira Embraer e a americana Boeing. “A Embraer desenvolveu com dinheiro público brasileiro um cargueiro, que é uma joia, e nós vamos entregar para os americanos”, disse.
Sobre a guerra comercial protagonizada por Estados Unidos e China, Ciro Gomes avaliou que o presidente norte-americano, Donald Trump, erra na estratégia. Para ele, os americanos têm facilidade de trabalhar a questão fiscal do país porque a moeda local é o dólar, que é também a moeda usada para as reservas dos outros países. “Ainda assim, a situação fiscal nos Estados Unidos é trágica”, disse.
Ao finalizar sua exposição, o pedetista fez uma provocação a Jair Bolsonaro, candidato pelo PSL, que se diz ignorante a respeito de economia e indica como seu “guru” na área o economista Paulo Guedes.
“Tomem cuidado. Tem candidato dando uma de ignorante porque isso o deixa mais próximo do povo. É uma apologia da ignorância porque isso dá certa afinidade para o nosso povo. Que diz que chamar o posto Ipiranga ou que vai resolver as coisas do País na bala”, afirmou Ciro.

Fonte: Veja

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