Quadrilha de jogo do bicho tinha SAC e plano de saúde para funcionário




Os irmãos Luis Anderson e Alexandre de Azeredo Coutinho, presos nesta segunda-feira (13/8), comandavam uma quadrilha que explorava o jogo ilegal há pelo menos 10 anos. O nível de organização surpreendeu Polícia Civil.
A quadrilha tinha até um setor de reclamações e os funcionários tinham direito a planos odontológico e de saúde, com quarto privativo e cobertura nacional, movimentando cerca de R$ 10 milhões mensais, em 300 pontos de jogo.
Além dos dois irmãos, mais 13 pessoas foram presas durante a Operação Saigon. Entre os detidos, estão dois policiais civis e seis policiais militares reformados ou expulsos. Os agentes atuavam, principalmente, na segurança dos estabelecimentos e no transporte de dinheiro.
Uma empresa, que pertencia a um dos policiais civis preso na operação de hoje, era usada de fachada para empregar os colaboradores da quadrilha e oferecer os benefícios. A Justiça determinou o bloqueio de bens e de senhas bancárias dos presos.
As investigações, que duraram cerca de um ano e meio, constataram que a exploração do jogo do bicho era um negócio de família que passou por três gerações. Tanto o pai quanto a avó dos irmãos Luiz e Alexandre Coutinho já estiveram à frente da atividade.
Para o delegado adjunto Cristiano Maia, é importante que a população saiba que, embora os bicheiros passem uma imagem lúdica, estão contribuindo para prática de crimes sérios. “Essa organização criminosa traz a reboque diversos delitos gravíssimos: extorsão, corrupção de agentes públicos e, muitas vezes, homicídios e tentativas de homicídios com características de execução”, disse.
Durante a ação, a polícia apreendeu cerca de R$ 50 mil em espécie, joias, um veículo e materiais de contabilidade que, para os investigadores, comprovam que o esquema de jogo do bicho está ativo.
A operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro tinha o objetivo de cumprir 23 mandados de prisão e oito pessoas ainda são consideradas foragidas. Os detidos são denunciados por crimes de organização criminosa e peculato.
A Polícia Civil e o Ministério Público darão continuidade a segunda parte da operação, que terá como foco a identificação dos policiais corrompidos pelo o esquema e também a lavagem de dinheiro.
(Com informações da Agência Brasil)


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