Família faz doação de órgãos de jovem que foi vitima de acidente





A equipe da Comissão de Captação e Transplante de Órgãos e Tecidos da Santa Casa de São Carlos realizou na noite dessa segunda-feira, 22 de outubro a sexta captação de múltiplos órgãos no ano, com a doação de coração, pulmão, pâncreas, fígado, rins e córneas de um paciente de 23 anos, que teve a morte encefálica confirmada na noite de domingo, 21.

Rapael Augusto Masson morreu em um acidente de carro na manhã do último domingo (21), na rodovia Professor Luis Augusto de Oliveira (SP-318), entre São Carlos e Ribeirão Preto.
A cirurgia de retirada de múltiplos órgãos foi a 19ª realizada desde 2012 no hospital. Todo o procedimento durou perto de oito horas.
Captação aconteceu na noite desta segunda-feira (22). Foto Assessoria de Imprensa
Esse ato de solidariedade da família irá beneficiar diretamente oito pessoas que agradam na fila de espera para receber os órgãos para transplante.
Para a cirurgia de captação viram equipes do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas) e Hospital Lefort ambos da capital paulista; Unicamp de Campinas e Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
Esta é a terceira vez que se capta o coração e a segunda oportunidade de retirada do pulmão na Santa Casa.
O médico coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e coordenador da Comissão de Captação de Órgãos e Tecidos Humano da Santa Casa, Dr. José Carlos Bonjorno Junior, ressaltou a importância da divulgação do ato de doar. “O Brasil tem índices muito baixo de doadores quando comparado a países da Europa. “É importante que a pessoa expresse em vida seu desejo de ser doador de órgãos, para que a família possa juridicamente, efetivar a doação”. 
O Ministério da Saúde ressalta que hoje, pela legislação brasileira, a retirada de órgãos e tecidos de pessoas com morte encefálica comprovada só pode acontecer após a autorização da família. Por isso, quem tem interesse em doar órgãos deve manter a família avisada, diz o governo.
O passo principal para você se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte.

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