Equipamento não abre e paraquedista morre durante salto em Boituva



SOROCABA - Um paraquedista morreu, no fim da tarde desta terça-feira, 18, durante um salto mal sucedido, no Centro Nacional de Paraquedismo, em Boituva, interior de São Paulo. Diogo Tavares, de 35 anos, fazia uma aula com um instrutor, mas o paraquedas principal apresentou problema. Ele chegou a abrir o equipamento reserva, mas os cordões se enrolaram e ele acabou caindo próximo de um campo de futebol. Tavares chegou a ser levado a um hospital da cidade, mas teve parada cardiorrespiratória e não resistiu. O corpo será levado para Florianópolis, onde reside a família.

Esse foi a segunda morte no Centro de Paraquedismo esta semana - a quarta desde agosto último. Na segunda-feira, 17, o servidor federal Eudismar Almeida Araújo, de 56 anos, caiu e morreu após se chocar no ar com outro paraquedista. O colega atingido por Eudismar, o agente penitenciário Rodrigo Bon Costa, também caiu e sofreu ferimentos graves. Nesta quarta-feira, ele ainda estava internado em hospital particular de Sorocaba.
Colegas de Tavares disseram que ele já havia realizado 39 saltos com sucesso. No salto fatal, quando houve problema com o paraquedas principal, ele deveria ter desativado o equipamento e, em queda livre, acionado o paraquedas reserva. O procedimento não foi observado e os cordames dos dois paraquedas se enrolaram. A Polícia Civil recolheu os equipamentos para perícia. Os casos anteriores também são investigados, segundo a polícia.
Em agosto, o paraquedista Diego Camargo Martins, de 37 anos, morreu ao ser atingido por uma carreta, após cair na pista da rodovia Castelo Branco, que passa ao lado do Centro. Em outubro, Fabricio Daikubara, de 40 anos, tentou fazer uma manobra e acabou se chocando violentamente contra o solo, vindo a morrer em consequência dos ferimentos.
A Associação Nacional de Paraquedismo informou que os acidentes foram fatalidades e estão sendo investigados pelas autoridades policiais. O Centro Nacional de Boituva é o maior centro da paraquedismo da América Latina, contando com 12 clubes e ao menos oito aeronaves para a prática do esporte.

Fonte: Terra

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