Ansiedade não é uma escolha (pare de dizer para eu me acalmar)








Ser ansioso é viver uma ameaça constante. Ser ansioso é um viver “evitando-se”. Diante daquilo que ameaça, o ansioso escolhe evitar viver e enfrentar seus temores, e, muito mais do que o medo, a ansiedade é a expectativa de que algo inesperado e perigoso aconteça, no qual o indivíduo se sente incapaz e indefeso. No dia a dia muitas situações podem causar ansiedade, nem todas ruins, como por exemplo, estar sob a expectativa de ir a uma festa, receber um prêmio, fazer uma viagem. O que difere da ansiedade patológica para a ansiedade como sentimento natural do ser humano, é o sofrimento, a intensidade, e, a frequência de experienciar aquela sensação. Aqui em Araraquara, nas cidades paulistas, e no Brasil como um todo, levamos uma vida tecnicista. O dia após dia automatizado: acordar, trabalhar, dormir, e nos finais de semana ter algumas horas contadas de lazer, isso quando a rotina não está carregada também por algum conflito particular, tornando a experiência de viver em algo hostil. É no viver cotidiano que a ansiedade costuma aparecer, é no evitamento de pensar sobre si que ela surge em uma tentativa de revelar aquilo que foi escondido. Ser ansioso é viver uma ameaça constante, é viver uma vida que ameaça a liberdade de viver aquilo que se quer. É de repente, querer ser músico, mas ter de optar pelos estudos em medicina por conta do sucesso financeiro, é ter que manter um casamento infeliz, mas ter que estar casado (a) até o crescimento dos filhos, é uma angústia em ter que ser algo e ser efetivamente outra coisa, com intuito de sobreviver existencialmente e seguir em frente. Além disso, a ansiedade surge também a partir da angústia das escolhas: quando se escolhe algo, renuncia-se a outro, ou então, á ameaça da existência e que têm por finalidade, o fim. A condição humana é limitada pela morte, corpo, tempo, ter de ter consciência disso nem sempre é fácil. Daí então o coração acelera, a respiração muda, as mãos tremem e suam, surgem os pensamentos desesperadores de morte, e não é um ataque cardíaco, é seu corpo representando seu ser. O remédio de tudo isso, pode não estar dentro de uma cápsula ou vidro. Apesar da medicação farmacoterápica ser útil e muitas vezes confortável para a remissão dos sintomas físicos, o tratamento está no cuidado da alma, e da dinâmica da vida que pede viver e cuidar! Entenda como a psicoterapia pode te ajudar nesse processo, saiba mais sobre os transtornos ansiosos, sintomas, e existência. Psicóloga clínica Pamela Rovere- CRP 06/144921. Atendimento em Araraquara, psicoterapia com jovens, adultos e idosos. Valores acessíveis e humanizados. (16) 99783-6469- também whatsapp. Siga-me no Instagram: @pamelarovere e Facebook: @psicologapamelarovere.

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