Com taxa extra, cartões são aceitos até em banheiros em São Paulo










Cada vez mais populares graças a uma disputa renhida no setor bancário e à demanda do público que prefere não andar com dinheiro em espécie, as maquininhas de cartão de crédito e débito são aceitas até para pagar pelo uso de banheiros no Carnaval de São Paulo.
Por cinco reais é possível se aliviar em instalações mais confortáveis — e limpas — do que os banheiros químicos disponibilizados pela Prefeitura de São Paulo e que são o destino de longas filas nos blocos carnavalescos .
A comodidade, entretanto, pode ter um custo extra. É que alguns ambulantes ou donos dos estabelecimentos repassam ao consumidor as taxas que são cobradas pelas financeiras que administram as maquininhas — estes valores variam de 2% a 5% das vendas, a depender da empresa.

Só que para quem compra, o valor acaba ficando mais alto. Passar o cartão na modalidade crédito pode custar até dois reais a mais nas mãos dos vendedores ambulantes. Apesar das queixas de entidades de proteção ao consumidor, a diferenciação de preços em função do meio de pagamento é autorizada desde 2016 por uma norma assinada por Michel Temer (MDB).
A ambulante Leila Souza, 41, conta que não cobra taxa extra de seus clientes porque utiliza um aparelho em que pega apenas uma mensalidade de 18 reais. “Se eu vendo 100 ou 1000 reais, a taxa sempre será a mesma”, explica.

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