Funcionária do São Carlos FC recebe gestos de solidariedade após ter o primeiro pagamento roubado




Após a tempestade, a bonança. Após momentos de terror, a comoção e a ajuda popular. A serviços gerais Marcela da Silva, que trabalha há 45 dias no São Carlos FC, viveu os dois momentos no prazo de três dias.
Vítima de um assalto e chorar durante a confecção de um boletim de ocorrência, pessoas desconhecidas se comoveram com a situação da trabalhadora que é separada, mãe de três filhos e tem uma neta. Estava até então desempregada há quatro meses e tinha acabado de receber o seu primeiro salário, com o qual sustenta a família.

Após a divulgação do assalto pelo São Carlos Agora e o programa Maciel, o repórter, um grupo de WhatsApp foi criado por uma mulher que se comoveu com a situação e desde então a cozinheira passou a ter ajuda para superar o momento assustador que passou.
NOVOS ARES
Na tarde desta terça-feira, 9, a reportagem do São Carlos Agora foi até o estádio municipal Professor Luís Augusto de Oliveira, onde Marcela trabalha.
Humilde e muito simpática, ao lado de uma montanha de uniformes do clube, de um tanque e uma máquina de lavar, contou como foram os últimos dias.
Inicialmente, o terror que passou na rua Luiz Carlos de Arruda Mendes, no Boa Vista. “Era umas 20h30. Saí do serviço e fui até uma farmácia colocar crédito no meu celular. Quando passei pelo estacionamento de um supermercado, um rapaz esbarrou em mim. Não notei nada. Quando estava próximo a um ponto de ônibus, percebi que o mesmo rapaz retornou e pressenti algo ruim. Em segundos, ele arrancou minha bolsa e sumiu”, disse Marcela. “Eu tinha lá R$ 850, o celular, remédios de pressão de uso contínuo, outro para tratamento de hemorragia, chaves de casa e do trabalho”, continuou.
Marcela afirmou que ficou apavorada. “Na hora só agradeci Deus por estar viva. Mas abalada por ter feito faxina durante quatro meses para sustentar a família. Ali estava o primeiro salário. Eu ia comprar alimentos para meus filhos e neta”, disse.
Posteriormente a Polícia Militar foi acionada e a serviços gerais foi só elogios. “Os PMs me trataram muito bem. Fizeram diligências, mas não encontraram ninguém. Me levaram até o Jardim Jóquei Clube, na casa de minha irmã. Não tinha condições para nada”, afirmou, salientando que domingo foi ao plantão policial registrar queixa.
REPERCUSSÃO NA IMPRENSA
São Carlos Agora divulgou o assalto e ela disse que chegou a ficar envergonhada com a publicação. “A gente se sente indefesa, estranha”.
Mas, através da publicação do triste fato, onde voltou a chorar de desespero pois não tinha condições de amparar a família, leitores do portal se comoveram e criaram um grupo de WhatsApp onde passaram a arrecadar dinheiro para que Marcela pudesse superar o momento que a abalou emocionalmente e financeiramente.
“Conseguiram uma quantia em dinheiro e um homem veio até o Luisão. Doou caixas do remédio para pressão. Ele nem disse o nome. Até a Secretaria de Saúde de São Carlos se colocou à disposição”, afirmou.
Após o susto, a comoção popular e o gesto de carinho dos são-carlenses, Marcela voltou a se emocionar durante a entrevista. “A gente se sente amparada. Em um momento perdi tudo e fiquei sem chão. Mas aí aparece pessoas dispostas a ajudar. Fico emocionada. Meus pais me ensinaram que é dando que se recebe e temos que fazer tudo com fé no coração. Por isso só faço o bem para as pessoas e agora veio esse retorno que está me ajudando. É uma luz que vem do alto e que nos dá força todos os dias”, agradeceu a funcionária do São Carlos FC.

Quem quiser ajudar a Marcela, basta entrar em contato pelo fone 99332-8087 (WhatsApp). 

Fonte: São Carlos Agora

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