"Obrigado pelas orações”, agradece pai de jovem de Ibaté que recebeu transplante de pulmão














“A cirurgia ocorreu tudo bem graças a Deus. Só aguardando para a visita. Obrigado pelas orações”, foi assim que Gilson Sampaio comunicou o resultado do transplante de pulmão do filho Guilherme Sampaio, realizado nesta quinta-feira, 07, no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo.

Por telefone, Gilson contou à nossa redação que foram horas e horas de agonia e ansiedade, ao lado de fora do centro cirúrgico do hospital, até que o médico responsável veio dar a notícia. “A cirurgia foi um sucesso. Não teve nenhum sagramento e o Gui está bem. Chorei muito, pois o momento esperado, finalmente, tinha chegado, com as graças de DEUS”, contou.
O pai do Gui revelou também que os médicos não encontravam explicação sobre o seu quadro clínico atual. “Eles falaram que a doença estava em um estágio bastante avançado e que o Gui, realmente, foi um guerreiro por ter aguentado tanto”, afirmou.
O jovem tinha fibrose cística, uma doença genética e crônica, que afeta pulmões e sistema digestivo. O organismo produz mais muco do que o normal, o que leva ao acúmulo de bactérias e germes nas vias respiratórias, podendo causar inchaço, inflamações e infecções como pneumonia e bronquite, danificando os pulmões.
Foram mais de dois anos de espera. Nesta quinta-feira, ele chegou ao hospital pela manhã e aguardou os pulmões, que vieram do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Enquanto Guilherme era internado, policiais militares do 51º Batalhão de Polícia Militar do Interior realizavam o transporte do pulmão do HC para o Aeroporto Estadual “Leite Lopes”. Acostumados à imparcialidade e à rigidez aos atendimentos de ocorrências, os policiais se viram diante de um novo desafio: conduzir o órgão vital para salvar a vida de quem eles nem sabiam quem era.
Logo após a cirurgia, Gui foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde o novo pulmão está recebendo a ajuda de ventilação mecânica até que o corpo se adapte ao novo órgão. Gui ainda vai precisar de acompanhamento médico e será monitorado pelo corpo clínico do Incor. Normalmente, a média de internação dos pacientes que fazem transplante de pulmão é de duas a três semanas, até se adequar a dose das medicações e concluir a retirada os drenos. São de 14 a 21 dias.
Por Região em Destake

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