Pais e avô são condenados por estupro contra as 3 filhas em Minas Gerais

 



A Justiça de Minas Gerais condenou o avô e os pais de três meninas que foram vítimas, por mais de um ano, do crime de estupro de vulnerável, em Itajubá-MG. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os abusos foram praticados pelo avô por diversas vezes entre novembro de 2017 e dezembro de 2018. As informações são do site Isto É.

Foto: Freepik

Ainda segundo a denúncia, o pai e a mãe das meninas sabiam dos abusos, mas se omitiram. Conforme as investigações, o avô morava com a avó das crianças, no mesmo terreno que as garotas e os pais delas, mas em casas separadas.

Ele aproveitava-se da ausência de vigilância dos pais das meninas e das viagens que a companheira fazia para tratar de problemas no coração para praticar os crimes. Após descobriram os abusos, os pais das crianças se mudaram com as filhas da casa onde residiam, mas logo retornaram para o mesmo local, onde os fatos continuaram a acontecer. 

Ainda segundo as investigações, os pais não adotaram qualquer providência efetiva para fazer cessar os crimes sexuais. Por conta disso, as garotas foram encaminhadas a um abrigo.

De acordo com a psicóloga da instituição que acolheu as irmãs, a mãe das garotas dizia não tomar providências sob a justificativa de que não tinha para onde ir e não tinham o que dar de comer para as filhas. Uma das meninas relatou, em juízo, que a mãe não acreditava no que ela lhe contava.

A menina também informou, que o avô ameaçava separá-las da família, caso contassem para alguém. Outra testemunha ouvida informou que o pai das garotas, usuário de drogas, também julgava que as filhas inventavam os fatos.

Em juízo, o avô negou o abuso contra as netas, afirmando que “todas elas sempre foram tratadas com muito amor e carinho”.  A Vara Criminal, da Infância e Juventude e Execuções Penais da comarca de Itajubá, no Sul de Minas, condenou a 60 e 40 anos de prisão, respectivamente, o avô e os pais das três meninas. A Justiça negou ao avô o direito de recorrer em liberdade, concedendo-o somente aos pais das meninas.