Trabalho conjunto entre PM e Conselho Tutelar leva pai à prisão após agressão contra filha de 12 anos
Uma ação conjunta entre a Polícia Militar e o Conselho Tutelar resultou na prisão em flagrante de um homem acusado de agredir a própria filha, de 12 anos, na noite de quinta-feira (4), na Vila Prado, em São Carlos.
Segundo o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas após denúncias de que uma adolescente estaria sendo agredida pelo pai dentro de uma residência. Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos pela mãe da vítima, que inicialmente negou que qualquer agressão tivesse ocorrido.
No entanto, ao conversarem com a adolescente, os policiais constataram que ela estava assustada e abalada emocionalmente. A jovem relatou que havia sido agarrada pelos braços e arremessada ao chão pelo pai, que estaria embriagado. As agressões causaram lesões nos braços, ferimentos nos lábios e a fratura de um dos dentes da frente.
Vizinhos registraram em vídeo os momentos em que a adolescente gritava por socorro durante as agressões. As imagens foram entregues à polícia e serviram como importante prova da violência sofrida pela vítima.
O agressor foi localizado dentro de um quarto da residência. Como se recusou a abrir a porta, os policiais precisaram arrombá-la para realizar a abordagem. O homem negou as agressões, mas recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado ao Plantão Policial.
As conselheiras tutelares Ariane Fondato Quirino e Adriana Aparecida da Silva acompanharam a ocorrência e prestaram assistência à adolescente. A vítima foi levada para atendimento médico na UPA da Vila Prado, onde passou por avaliação e posteriormente foi liberada.
Após os procedimentos, o Conselho Tutelar deixou a adolescente sob os cuidados de familiares, garantindo sua proteção e segurança.
A mãe da vítima também passou a ser investigada no caso. Conforme consta no boletim de ocorrência, ela teria tentado impedir a atuação policial e negado as agressões sofridas pela filha, mesmo diante dos indícios constatados pelos policiais e do relato da própria adolescente. Por esse motivo, seu nome foi arrolado no registro policial para apuração dos fatos.
O caso foi registrado pela Polícia Civil como lesão corporal praticada contra menor de 14 anos no contexto de violência doméstica, lesão corporal de natureza grave e infrações previstas na Lei Henry Borel. O pai permaneceu preso e à disposição da Justiça.
Fonte: São Carlos Agora
