5G: Claro e Vivo arrematam lotes G para conectividade em escolas

 




A Claro e a Vivo (Telefônica Brasil) arremataram cinco dos dez lotes do tipo "G" durante o Leilão do 5G, na manhã desta sexta-feira (5). Os blocos do tipo G são referentes à prestação do serviço no âmbito nacional em escolas da educação básica. A Claro levou os dois primeiros lotes (G1 e G2) e a Vivo, os três seguintes (G3 a G5). Os blocos de G6 a G10 não receberam propostas e foram considerados desertos. 

Nesta sexta são leiloados os lotes G, H e I. As empresas que vencerem a concorrência desses lotes deverão oferecer internet com qualidade e velocidade necessárias para o uso pedagógico das TICs (tecnologias da informação e comunicação) nas atividades educacionais regulamentadas pela Política de Inovação e Educação Conectada.

Nos lotes G1 e G2, a Claro ofereceu ambas as propostas no valor de R$ 52,825 milhões. Os três blocos vencidos pela Vivo foram única proposta, no valor de R$ 52.824.007,59. Nos dois casos, as empresas poderão explorar o serviço por 20 anos.

Outros lotes

Após o leilão dos lotes G (nacionais), começou o certame dos blocos regionais, do tipo H. Os blocos H1 a H18 foram considerados desertos. Apesar de terem recebido garantia de preço da Telefônica Brasil, não houve envio de propostas. O lote H19, referente à região Sul, foi vencido pela Tim por R$ 8 milhões. Os blocos H20 a H24 também foram considerados desertos. 

O lote H25 foi arrematado pela Tim, por R$ 11 milhões. Dessa forma, a empresa terá direito a explorar comercialmente a região que inclui os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Não houve propostas para os blocos de H26 a H30.

O lote H31, referente ao estado de São Paulo, exceto o setor 33 do Plano Geral de Outorgas (PGO), foi vencido pela Tim, por R$ 12 milhões. Os blocos H37 e H39, nos setores 3, 22, 25 e 33 do PGO (em cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul), foram arrematados pela Algar Telecom, ambos com proposta de R$ 935 mil.

A Algar também venceu o lote H40, com preço de R$ 1,037 mil, e o lote H41, com R$ proposta de 1.399.157,00, ambos nos mesmos setores. O bloco H42 foi arrematado pela Fly Link, que ainda não atua no fornecimento de serviço de telefonia, por R$ 900 mil, também nos setores 3, 22, 25 e 33 do PGO.

Como os lotes do tipo G foram arrematados, os lotes de I1 a I5 não foram abertos, informou a Anatel. Os lotes do tipo I dão direito à exploração da faixa de frequência (nacional) por 10 anos. O lote I6 foi vencido pela Tim, por R$ 27 milhões. Os blocos I7 a I10 foram considerados desertos por não receberem propostas, o mesmo ocorreu em relação aos lotes J1 a J18 (lotes referentes às regiões Norte, Nordeste e maior parte do Centro-Oeste).

O bloco J19, com previsão de prestação de serviço na região Sul, não foi aberto em função da venda do lote H19. O bloco J20, também referente ao Sul, foi arrematado pela Tim, por R$ 4 milhões.

Estimativa

A expectativa do governo era de que o edital gerasse R$ 49,7 bilhões em contratos, sendo R$ 39,1 bilhões referentes aos investimentos das empresas no cumprimento das obrigações previstas. A estimativa era fechar o leilão com R$ 10,6 bilhões de outorga, ou seja, de pagamento ao governo pelo direito de atuar no segmento, e com uma soma de investimentos de R$ 169 bilhões nos próximos 20 anos.

No primeiro dia do leilão, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse acreditar que o valor de arrecadação do leilão do 5G vai ultrapassará os cerca de R$ 50 bilhões previstos inicialmente. 

“Antes da live, já estava em R$ 43 bilhões. Vai passar dos R$ 50 bilhões. Até amanhã, a gente tem esse número. É o maior leilão da história das telecomunicações da América Latina inteira. Isso mostra que o Brasil, quando quer trabalhar e fazer bem-feito, ele faz.”

Fonte:R7